Debandada,
um mal necessário.
Muitos
torcedores ficam furiosos com a diretoria do Ramalhão
por "deixar" jogadores saírem no meio de uma
competição fazendo com que a equipe fique cada
vez mais fraca. Isso, na minha modesta opinião, é
inevitável quando se confrontam os dólares e/ou
euros com o "baixo" salário pago no Brasil,
principalmente por clubes que não possuem grande contratos
de patrocínios como é o caso do nosso querido
Ramalhão.
Não vou entrar no detalhe da negociação
do atacante Robinho, vou me atentar para a nossa realidade:
a Série B. Não é só o Ramalhão
que sofre com a debandada. O Santa Cruz, líder da competição,
acabou de perder o meia Zada, uma das principais peças
do esquema tático do técnico Givanildo Oliveira
que se transferiu para o futebol português (Acadêmico
de Coimbra). Para piorar, seu substituto, o polêmico Piá,
foi dispensado por se envolver com problemas judiciais como
a falta de pagamento de pensão alimentícia o que
acarretou até na prisão do atleta por um pouco
mais de uma semana. Outros dois jogadores devem sair até
sexta-feira. O volante Neto que tem proposta do futebol português
e japonês e o meia Rosembrik também tem proposta
da Europa, além da Ponte Preta. O Marília também
começa a sofrer com a boa campanha, isso mesmo, sofre
quem vai bem. O atacante Wellington Amorim, artilheiro da equipe
na competição, foi para o FC Pohang Steelers,
da Coréia. Outros jogadores como o atacante Catanha,
substituto natural de Wellington, pode ir para o Leeds, da Inglaterra.
Assim, meus caros amigos Ramalhonautas, podemos concluir que
o Ramalhão não é o único a sofrer
com o assédio de outros clubes que oferecem melhores
salários e mais prestigio seja na Europa ou na Série
A. Não é de hoje que os clubes passaram a ser
reféns de empresários e acabam perdendo sua força
na metade das competições. Citei apenas dois clubes
que estão a nossa frente, mas temos vários exemplos
na Série B. Isso exemplifica a frase dita por Sérgio
Soares no programa Lente Esportiva, do Canal Local ABC 3, na
noite desta segunda-feira (25): "nenhum time vai buscar
reforços no Gama, no Criciúma, eles querem é
quem está bem, no topo da tabela".
Sobre
a reposição com a mesma qualidade é pouco
complicada, pois se fosse tão fácil e barato achar
jogadores como Richarlyson, Romerito, Leandrinho, Gabriel e
outros vocês acham que viriam buscar esses jogadores aqui
no Ramalhão ou em outras equipes? È preciso reforços,
mas é preciso ter calma.
Isso porque me resumi aos clubes da Série B, mas creio
que todos acompanharam a saída do competente técnico
Vadão que conduziu com brilhantismo a Ponte Preta até
a liderança da Série A. Além do treinador,
a Macaca pode perder mais quatro jogadores até sexta-feira.
Mais uma vez reflexo de uma boa campanha, ou seria melhor dizer,
reflexo da Lei-Pelé?
Apenas para completar, novas notícias. O Guarani acertou
a contratação do Galego e praticamente fechou
com o Edmílson também. E para piorar ainda mais
a situação do Criciúma, o volante Gilmar
Fubá já deixou a equipe e se transferiu para o
Catar.
Ah...Antes de terminar, é bom alertar que, segundo o
regulamento do Brasileiro da Série B, nosso limite para
inscrever novos atletas na competição é
dia 11/08, ou seja, faltam apenas 16 dias. Creio que chegaram
quatro jogadores, dois deles vindos do São Paulo (em
troca da negociação com o Richarlyson), mas não
são Daniel Rossi e Velber como foram anunciados. Vamos
aguardar, confio na diretoria e talvez essa má fase que
atravessamos foi importante porque aconteceu no momento certo,
já que, cair de produção agora seria fatal.
Anderson
Fattori
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Anderson
Fattori é formado em jornalismo pelo Imes
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