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No
domingo, 3/7, foi realizada a comemoração do 1°
aniversário do título da Copa do Brasil, no espaço
Ativismo ABC. Foi o primeiro evento do gênero, organizado
pelos próprios torcedores ramalhinos, e por isso valeu principalmente
como aprendizado. Se o público presente não foi grande,
foi bastante representativo: lá estavam os presidentes da
Tuda (Ovídio) e da Fúria (Renato), o Esquerdinha e
vários ramalhonautas: Elias, Anderson Fattori, Luís
Henrique, Marcinho, Fanny, Carlos Silva e sua esposa, entre outros.
Além do Mau, organizador do evento.
Foi
uma tarde agradável, apreciando uma exposição
das fotos da caravana ao Rio de Janeiro e de ingressos de partidas
do Ramalhão desde 1991, e todos divertiram-se revendo os
vídeos de várias reportagens da imprensa sobre o título
e a festa do Ramalhão em pleno Maracanã (lembram-se
do desespero do Galvão Bueno ao anunciar os gols do Ramalhão,
e do torcedor vestido de santo, anunciando o "milagre"?).
Para
melhorar ainda mais o clima, lá pelas 4 e meia chegou o treinador
Sérgio Soares, e muito foi conversado sobre a heróica
campanha ramalhina na Copa do Brasil. Pouco depois, chegou o matador
Sandro Gaúcho, com a esposa e filha. Ficaram até as
18 horas, pois ambos teriam compromissos à noite. Que falta
não fez uma filmadora ou um gravador... Mas com certeza teremos
outras oportunidades.
Um
resumo do bate-papo com o Sérgio e o Sandro:
- "O
time começou a sentir que poderia ser campeão na
vitória contra o Atlético, no Brunão. Foi
uma das melhores partidas do Ramalhão na temporada. Contra
o Guarani, quase não tivemos time para colocar em campo,
e jogamos conforme as condições nos permitiram.
Mas a partida mais memorável foi, sem dúvida, o
empate com o Palmeiras no Parque Antártica. Foi lá
que tivemos a certeza de que estaríamos na final."
- "-
O primeiro jogo contra o 15 de Novembro gaúcho, no Pacaembu,
foi complicado, porque nosso elenco estava esgotado. Havíamos
acabado de chegar de uma viagem extenuante a Belém do Pará,
onde enfrentamos o Remo pela Série B, e o time não
estava nas condições ideais de jogo. Ainda fomos
prejudicados pela mudança do local do jogo em cima da hora.
Mas, na partida de volta no Olímpico, já estávamos
descansados e fizemos valer nosso futebol. Vencemos por 3 x 1,
com um golaço do Sandro e uma grande partida do Makanaki,
e nos classificamos para a decisão. "
- "-
Na
final, tudo aconteceu exatamente como queríamos. Estávamos
torcendo para que nosso adversário fosse o Flamengo, pois
sabíamos que o time deles "morria" no segundo
tempo, e que jogássemos a primeira partida em casa. (Por
pouco o Elias não estragou este item: ele quis acompanhar
o sorteio dos mandos de jogo na CBF, mas, felizmente,
foi impedido...) Até o resultado do primeiro jogo, 2 x
2, foi o ideal para nós, pois eles já se julgaram
campeões, e, se tivéssemos vencido, o Flamengo viria
com tudo para cima no jogo de volta. Tudo o que tivemos que fazer
foi segurar o zero a zero no primeiro tempo no Maracanã;
no segundo tempo eles cansaram, como já esperávamos,
aí partimos para cima, fizemos 2 x 0 e eles não
tiveram mais forças para reagir."
- "-
Na Libertadores, a única coisa que podemos dizer é
que o melhor time da chave acabou desclassificado. Com certeza
o Ramalhão era melhor que o Cerro e o Palmeiras. Infelizmente,
o que nos complicou foi termos perdido na estréia para
o Táchira. O nervosismo da estréia internacional
acabou nos prejudicando, pois jogamos com cautela excessiva. "
- "-
Na
campanha atual na Série B, só pedimos um pouco de
paciência. Perdemos alguns jogadores, que estão sendo
repostos, e os recém-chegados ainda não estão
com o entrosamento ideal. Já estamos montando o time pensando
nos quadrangulares. Com certeza chegaremos lá com o time
entrosado e com padrão de jogo, e aí tudo ficará
mais fácil. Podem confiar que o time vai subir de produção.
O elenco ainda está reduzido, mas alguns reforços
ainda deverão chegar, e o Denni já foi reintegrado
ao grupo."
- "-
Hoje
o Ramalhão pode contar com muitos garotos com talento para
jogar no time de cima. O Diego Padilha é titular e o André
Luiz vem jogando muito. E logo teremos o Everton, o Galiardo e
outros muito promissores. Mas é preciso lançá-los
com cuidado e critério, para não queimar
uma futura promessa. A torcida tem um carinho especial pelos jogadores
que se projetam no Santo André, e torce por eles mesmo
depois que deixam o time"
(mas não perdoamos o Richarlyson).
- "-
Sobre
o Richarlyson, não sabemos de detalhes do processo, mas
o que podemos dizer é que ele como pessoa é um excelente
companheiro, e está buscando o que julga ser o seu direito.
Esperamos que haja um acordo para que ele possa seguir sua carreira.
"
Ao
final, ficou a certeza de que esses eventos poderão tornar-se
mais freqüentes e ajudar a congregar a torcida e registrar
a história do Ramalhão, como defende o Manifesto Ramalhonauta.
O próximo evento deverá ser em dezembro próximo,
comemorando os 30 anos do primeiro título do Ramalhão,
e esperamos poder fazer algo com maior destaque.
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